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domingo, 25 de setembro de 2011

Em 2012, cadetes terão novo sistema de ensino

Na EsPCEx, a partir de 2012, o primeiro ano na instituição valerá como formação universitária

Coronel João Luis Alves Nunes diz que alteração frustou as famílias: modelo pode acabar com a formatura (Foto: Érica Dezonne/AAN)

A Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) em Campinas terá, a partir de 2012, um novo sistema de ensino. O curso na instituição, que tem duração de um ano, valerá como o primeiro ano universitário necessário à iniciação militar profissional e não mais como o 3º ano do Ensino Médio. Os alunos que passarem pela EsPCEx prosseguem o Curso Superior na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no Rio de Janeiro, por mais quatro anos. Os graduandos no curso de Ciências Militares de todo o País terão, portanto, que estudar durante cinco anos para se tornarem aspirantes à oficial da ativa do Exército Brasileiro.

A decisão de extinguir o antigo sistema foi da alta cúpula das Forças Armadas, segundo o major da EsPCEx Marcos Henrique Mendes de Arruda. “A mudança ocorreu para que o aluno chegue com uma idade mais avançada e com mais maturidade aqui dentro. É interessante também que ele ganhe mais tempo na Academia, ele será um militar mais bem preparado”, afirmou.

A medida seria também uma estratégia para diminuir as desistências na Aman. “Temos sempre picos de desistência durante o curso, depois de férias ou feriados. Sabemos que a rotina aqui dentro não é fácil, mas quem termina sabe que vale a pena”, completou Arruda.

Com a mudança, a grade de ensino da EsPCEx precisou ser reformulada. Estarão no corpo docente professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo (USP), de acordo com Arruda. Ainda segundo o major, a sede, situada no bairro Castelo, em Campinas, atende perfeitamente às especificações para receber cadetes de todo o País.



Apesar de os motivos apontados para a mudança no curso da Escola de Cadetes, o novo sistema desagradou algumas famílias, ansiosas para os filhos ingressarem na instituição, segundo o tenente-coronel João Luis Alves Nunes. “Já teve muita mãe que ligou dizendo que o filho, que estava no 2º colegial, estava decepcionado com a mudança. Mas acreditamos que a frustração é mais dos pais do que dos adolescentes”, disse.

A tradicional formatura anual da Escola, que até este ano corresponde à conclusão do 3º ano do Ensino Médio, também poderá ser extinta com o novo modelo. “Isso é um ponto polêmico, que ainda está em discussão. Não sabemos se a festa vai acabar”, comentou.

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